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Bora, falar de pecuária leiteira!

É com a experiência de técnico agropecuário, comerciante, produtor rural e consultor financeiro, que comento sobre os custos, riscos e possível renda de quem tira leite de um rebanho mestiço na pecuária extensiva visando também a produção de bezerros bons para corte. O que muito diferente da pecuária leiteira especializada em uma região com aptidão para esta atividade.

A princípio os criadores de gado de corte desnatavam o pouco leite das vacas zebus para vender o creme de leite e tratar dos porcos com soro. Com a melhoria das estradas de acesso às fazendas e surgimento de mais laticínios, os fazendeiros começaram a mestiçar o rebanho com o gado europeu para tirar mais leite porque aquele dinheiro do leite era uma renda importante para o fazendeiro numa época em que a mão de obra no campo era abundante e barata porque o empregado rural não era protegido pelas leis trabalhistas, trabalhavam sem carteira assinada, sem férias, sem 13º, sem fundo de garantia e sem carga horária de trabalho definida e que o leite era entregue quente, em plataformas rústicas à beira das estradas, sem nenhuma preocupação com a qualidade. Pensa comigo; O rebanho não recebia nenhuma suplementação pois o regime alimentar era somente a pasto, os equipamentos eram somente peadores, baldes, latões e burro de cangalha ou de carroça para levar até ao ponto do leite onde o caminhão pegava. Quem ordenhava eram os vaqueiros e ajudantes que apartavam os bezerros por volta do meio-dia e que já eram pagos para cuidar do gado todo. Ora meus amigos! Com açúcar, até jiló é doce. Com um custo desse, todo dinheiro era lucro.

Mas hoje, com a falta de trabalhadores e o alto preço que se tem que pagar quando encontra um, mais as obrigações sociais somados aos custos com cuidados fitossanitárias, alimentar e nutricional a coisa mudou muito e merece fazer conta para a gente não correr o risco de pagar para trabalhar.

Bem! Dito isto, eu chamo a atenção porque vou usar como exemplo uma propriedade de 150 há com um rebanho de 130 cabeças, sendo 60 vacas ½ sangue e 40 delas em lactação e com média anual de 10 litros de leite por dia por vaca com produção diária de 400 litros. Acreditem. Na pecuária extensiva em que o fazendeiro está com um olho no peixe e outro no gato. Porque precisa também de produzir uma bezerrada boa de peso. 10 litros é uma média considerada bem boa.

Rebanho e infraestrutura:

Custos:

 

Para evitar diferenças de fatores que impactam o valor da pastagem, vamos usar o preço de arrendamento de fazenda que inclui pastagem e instalações ao custo de  R$40,00 por cabeça/mês x 130 = R$5.200,00 por mês.

Mão de obra: Envolve o trabalho de manejo dos animais, ordenha, cuidados com a pastagem, cercas, etc.  tudo; Consideramos 1 vaqueiro a R$4.000,00 e 2 ajudantes aR$2.000,00 cada (R$4.000,00) = R$8.000,00 por mês.

Sanidade: Vacinas, vermífugos, medicamentos e assistência veterinária. R$150,00 por animal ao ano = R$1.625,00 por mês.

Reprodução por vaca (Inseminação artificial ou monta natural (custo do touro ou sêmen). Estimamos um custo anual 0) de R$ 100,00 ao ano = R$500,00 por mês

Energia e água: Custos relacionados ao funcionamento da ordenhadeira, tanque de resfriamento, bomba de água, casas etc. R$ 1.000 por mês.

Manutenção das instalações (cercas, curral, sala de ordenha), equipamentos (ordenhadeira, tanques de resfriamento, desinfetantes, detergentes e depreciação). = R$1.000,00 por mês.

Outros custos: Transporte do leite, impostos, taxas, combustíveis etc. = R$1.500,00 por mês.

Suplementação cuja recomendação é 1 kg por litro dia e deveria ser 3kg por vaca, consideramos uma boa pastagem e então (2 kg de ração por vaca/dia = 80 kg x R$2,50 = R$200,00 x 30 = R$6.000,00 por mês.

Mineral (100 gramas por anima dia)15 sacos mês x R$70,00 = R$1.050,00 por mês

Volumoso (silagem, cana e outros 7 Kg/animal/dia) 1000 kg dia a R$500,00 x 120 (4 meses) = R$60.000,00 / 12 = R$5.000,00 por mês.

·         Custo total do rebanho por mês = R$30.875,00

·         Custo total anual = R$370.500,00

 

É importante notar que esses valores são estimativas e podem variar significativamente dependendo de diversos fatores como a eficiência de manejo, a qualidade da pastagem, os preços de mercado, o preço dos insumos o regime pluviométrico e tantos outros que elevam os custos de alimentação e dos tratamentos preventivos e curativos e que diminuem a produção de leite. Porém são dados coletados e discutidos com técnicos, produtores, funcionários, donos de laticínios e lojas de produtos agrícolas onde consideramos valores médios e condições normais do dia a dia sem eventos extraordinários.

Os custos na pecuária extensiva tendem a ser menores em comparação com sistemas intensivos, mas ainda existem despesas importantes a considerar:

Alimentação em sistema extensivo, a maior parte da alimentação é baseada em pastagem.

A atividade leiteira, mesmo em sistema extensivo, envolve diversos riscos:

  • Doenças, problemas sanitários, ervas letais e raios podem afetar a saúde do rebanho, reduzir a produção e gerar custos com tratamento e até mesmo perda de animais.
  • Problemas de reprodução intervalo entre partos com taxas de concepção baixas ou abortos podem impactar o número de bezerras nascidas e a produção futura.
  • Mão de obra: Dificuldade em encontrar e manter mão de obra qualificada.
  • Infraestrutura: A falta de manutenção em gerador de reserva, cercas, bebedouros, curral e, possivelmente, sala de ordenha e tanque de resfriamento pode gerar prejuízos incalculáveis.
  • Qualidade do leite: A não conformidade com os padrões de qualidade pode levar à recusa do leite ou a preços mais baixos.

Produção:

Produção anual total: 400 litros/dia x 30 x 12 dias/ano = 144.000 litros/ano

O lucro dependerá da receita obtida com a venda do leite que vamos considerar um preço médio do litro de leite ao produtor em Minas Gerais (esse preço pode variar bastante, consulte os preços praticados na sua região).

  • Preço médio estimado do leite: R$ 2,75 por litro (esse valor é apenas uma estimativa e pode ser maior ou menor).
  • Receita anual estimada 144.000 litros x R$ 2.75/litro = R$ 396.000,00
  • Venda de 30 bezerros apartados a R$1.800,00 por cabeça = R$54.000,00 ano / 12 = R$4.500,00 por mês.
  • Venda de 6 vacas velhas a R$5.000,00 por cabeça = R$30.000,00  ano / 12 = R$2.500,00 por mês.

Subtraindo os custos estimados da receita:

  • Lucro anual estimado = R$ 480.000 - R$ 370.500 = R$109.500,00 por ano / 12 = R$9.125,00 por mês.

Um dos grandes problemas do fazendeiro é quando ele não pergunta para a fazenda quanto de dinheiro ele pode retirar por mês e gasta baseado na sua condição econômica, que envolve o alto preço da fazenda que é o seu patrimônio, enquanto deveria gastar baseado na sua condição financeira que envolve a renda que a fazenda dá.

A atividade leiteira em pecuária extensiva está sujeita a diversos riscos e exige um bom planejamento e gestão eficiente para otimizar os resultados.

No caso do nosso exemplo com rebanho ½ sangue, deve-se caprichar no manejo e nutrição para a carga genética que você já tem.

Um dos riscos é forçar a ordenha para aumentar o leite e prejudicar o desenvolvimento da bezerrada impactando na qualidade das fêmeas de reposição e dos machos de engorda do futuro próximo.

Recomendo fortemente que você busque informações mais detalhadas sobre os custos de produção específicos da sua região, sobre os preços do leite praticados e os potenciais riscos locais para ter uma análise mais precisa da viabilidade do seu negócio. Consultar técnicos e outros produtores da região para obter informações valiosas.

Custo do rebanho e custo de oportunidade:

Valor do rebanho = 60 vacas x R$10.000,00 = R$600.000,00

70 animais média 10 @ a R$300,00 p/ @       = R$210.000,00

10 animais de serviço x R$2.000,00                 = R$ 20.000,00

Equipamentos                                                              = R$ 50.000,00

                                         Total                                          = R$880.000,00

Conclusão:

A renda mensal da atividade apurada é de R$9.125,00.

Custo de oportunidade = Aplicação a 1%  a.m = R$8.800,00 por mês sem trabalhar e com baixo risco.

Investir tempo e disciplina em um bom planejamento financeiro para monitorar os custos, a receita e garantir a sustentabilidade da atividade sem gastar mais que a atividade permite.

E para reflexão:

Não se esqueçam que “tirar leite” é muito diferente de “produzir leite”. Quem tira leite, aproveita o rebanho, a mão de obra e instalações que já têm para a pecuária extensiva. Enquanto quem produz leite, tem que pagar muito caro por rebanho leiteiro, instalações, equipamentos, nutrição e mão de obra e cuidados especiais. Fique atento porque o desarranjo financeiro provoca o desarranjo físico, mental, e de relacionamentos. E o que pode evitar tudo isto é o planejamento financeiro.

Namastê e até o próximo post.

 

DESPESAS E RECEITAS

 

Arrendamento R$40,00 por cabeça/mês x 130      =         R$5.200,00 por mês.

Mão de obra: 1 vaqueiro a R$4.000,00

                             2 ajudantes  (R$4.000,00)                       =        R$8.000,00 por mês.

Sanidade: R$150,00 por animal ao ano                      =        R$1.625,00 por mês.

Reprodução R$ 100,00 por vaca ao ano                     =         R$500,00 por mês

Energia e água                                                                           =         R$ 1.000 por mês.

Manutenção das instalações                                           =         R$1.000,00 por mês.

Outros custos                                                                            =         R$1.500,00 por mês.

Suplementação (2 kg de ração por vaca/dia           =         R$6.000,00 por mês.

Mineral (100 gramas por anima dia)                             =         R$1.050,00 por mês

Volumoso (4 meses) = R$60.000,00 / 12                     =         R$5.000,00 por mês.

                                                                                                                ________________________

Despesa total do rebanho por mês              =          R$30.875,00

Despesa total anual                                              =          R$370.500,00

 

Receita anual estimada 144.000 litros x R$ 2.75       =     R$ 396.000,00

Venda de 30                                                                                    =       R$ 54.000,00

Descarte de vacas velhas                                                        =      R$ 30.000,00 

Resultado

                                                         Receita anual               =             R$ 480.000,00

                                                        Despesa anual             =             R$ 370.500,00

 LUCRO ANUAL           =             R$ 109.500,00 por ano / 12   =   R$9.125,00 por mês.

 


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        Bora, falar de compra de fazenda!

            A maioria das pessoas acha que basta comprar a terra para ter sucesso garantido porque o velho ditado diz que “quem compra terra não erra”. Na verdade, este ditado vale para o especulador, que compra a terra para depois vender, pois o próprio histórico de valorização da terra confirma que quem compra terra não erra. Mas quem trabalha a terra pode errar. E pode errar feio. Existe muitos casos de fazendeiros, cujos erros culminaram na perda da fazenda. Ou seja; pagaram muito caro para trabalhar. E a maioria, trabalhou muito.

Então, um investimento deste tamanho, que envolve tanto dinheiro, que é motivado por uma infinidade de razões e que tem diferentes propósitos merece ser estudado tim-tim por tim-tim para esclarecer os “porquês e os praquês”. Antes de colocar o Dim-dim. Porque depois que o “suado” vai pro lugar errado, ai-ai-ai! A dor de cabeça é grande.

Primeiro nós vamos garrar nos porquês que começam pela já mencionada especulação, devido à boa valorização da terra, a longo prazo! seguido pela esperança de gerar renda através das atividades de agricultura, pecuária, arrendamento, aluguel, turismo rural, mineração e preservação.

O terceiro porque é a diversificação dos investimentos, normalmente, para quem tem muito dinheiro e não quer deixar todos seus ovos numa sexta só. Além de que, fazenda é um bem de raiz, tangível, administrado pelo dono com a sensação de segurança de quem tem a posse propriamente dita. O que é muito diferente dos investimentos puramente financeiros, onde você põe seu dinheiro e passa a ser um torcedor do mercado.

O quarto porque é a realização de um sonho, de uma paixão pessoal por um estilo de vida que envolve o trabalho com a terra, com animais e o bem-estar de viver em contato com a natureza, desfrutando de mais espaço, várias atividades ao ar livre e privacidade como alternativa para reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida.

O quinto porque é dos naturalistas que buscam a autossuficiência desejando produzir a maioria dos alimentos e dos bens de suas necessidades básicas de forma orgânica.

O hobby e o lazer ocupam um espaço significativo nos porquês de comprar uma fazenda. Os compradores desejam distrair com jardinagem, criação de animais, pesca, reunião com amigos e passeios à cavalo. Na maioria das vezes, estes compradores não medem esforços financeiros para a aquisição, para os investimentos em belezas e muito menos para a manutenção da propriedade. E uma das bençãos da terra é permitir tudo isto.

E finalmente, porque uma fazenda é um patrimônio sólido e é considerado um ótimo legado familiar a ser transmitido para as futuras gerações. E abençoados são aqueles que têm a sorte de herdar uma fazenda.

Agora! Vamos destrinchar os “para quês”;

Para quem já é fazendeiros e conhece os pormenores do negócio a que se propõe, os “para quês”  são: aumentar a produção, diversificar suas culturas ou criações ou fazer a integração vertical que é aumentar o leque atividades para agregar valor ao seu produto ou conquistar novos mercados.

Agora, principalmente para os novos entrantes e que não são do ramo, é importante:

Determinar o “para quê” ou o objetivo principal da exploração econômica da terra para procurar a região que tenha aptidão para a atividade escolhida e consultar o plano diretor do município e os órgãos competentes para garantir que o uso pretendido seja permitido legalmente e não acarrete perda de tempo e nem de dinheiro.

Identificar as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal cuja utilização, ou seja, o para quê, de algumas atividades econômicas é muito limitada. A identificação dessas áreas é crucial e pode ser feita através do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em certas condições, a área de APP pode ser computada dentro da área de Reserva Legal o que já ajuda bastante.  

Verificar a existência de fontes de água na propriedade (rios, córregos, poços, nascentes) e os direitos legais de uso desses recursos. É importante investigar se a propriedade possui as devidas outorgas e se não há conflitos com vizinhos em relação ao uso da água. A disponibilidade hídrica é um fator crítico para todas as atividades rurais. Qualquer para quê, precisa de água.

Como técnico agropecuário, recomendo fortemente a realização de uma análise de solo para determinar sua fertilidade, composição e possível contaminação que possa afetar a adequação do terreno para o uso pretendido que é o seu para quê. É que hoje, com o uso persistente de herbicidas através de drones, devido a escassez de mão de obra para fazer as capinas das lavouras e roçadas manuais das pastagens, é importante estar atento à contaminação do solo, que podem impactar drasticamente a produtividade e o valor da propriedade. Há casos de insucesso em lavouras devido ao uso de estercos de origem bovina e equina cujos animais alimentaram em pastagens contaminadas por resíduos de herbicidas.

Independentemente do seu para quê, observar a qualidade das estradas de acesso e vias internas da propriedade, a disponibilidade de energia elétrica e a qualidade do sinal de telefonia móvel e internet é fundamental. Cuidado! Porque quando você tem que fazer, o preço da infraestrutura no campo é muito alto.

Não deixe de avaliar a topografia de toda a propriedade para evitar limitações, perdas, baixa produtividade e custos excessivos devido relevo inapropriado para a atividade que você pretende desenvolver. Cuidado com baixadas inundáveis! Elas enchem os olhos da maioria dos compradores, na época da seca. Mas na verdade, quando não são brejos tomados por taboa, são ótimas para capim cabeçudo que nada come, juremal e juquira tolerante à umidade. Pastagem, Capineira e canavial que é bom, costuma morrer tudo debaixo d’água. E riqueza adora isso!

Preste atenção à localização estratégica da propriedade rural, a preferência por proximidade de centros urbanos para acesso a serviços, suprimentos, mão de obra e mercado consumidor, pode aumentar o risco da marginalidade e o conselho é investigar as condições de segurança na região para considerar a implementação de medidas de proteção na propriedade.

Observe as condições da sede, das cercas, cancelas, mata-burros, pontes, casas de cochos, galpões para garagem e depósitos, casas para vaqueiros, tratoristas e auxiliares. Se estiverem em péssimas condições, o custo de reformar costuma ser mais alto que o custo de construir tudo novo.

Para os compradores de fazenda que moram na cidade e que pretendam obter lucro com alguma atividade rural. Cuidado com grandes sedes e muita estrutura desativada, preservadas como museu. Mesmo não sendo usadas, costumam ter uma manutenção mais cara do que todas as despesas com o resto da fazenda.

E para compradores que desejam morar na fazenda e necessitam da renda dela, lembrem-se deste conselho de quem envelheceu trabalhando muito e fazendo conta; Fazenda bem cuidada é diferente de fazenda enfeitada. Evitem a perfumaria e o embelezamento excessivo. Por traz de toda fazenda muito enfeitada, muito bonitinha, com cercas todas pintadinhas, tem sempre uma empresa ou um diploma de sucesso garantindo as despesas. Fora isso, quem enfeitar fazenda demais, tem que se apegar com Deus para não precisar de uma placa de VENDE-SE.

E para finalizar; Não deixe de consultar um bom corretor de imóveis especializado em fazendas nas regiões do seu interesse. Eles sabem de todas as terras que estão à venda e das diligências prévias legais para garantir uma transação segura como;

Verificação da Titularidade e Registro do Imóvel

Documentos de identificação válidos (RG e CPF Certidão de Casamento)

O Contrato Social da empresa e Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ)

Certidões Negativas de Débitos (CNDs federal, estadual e municipal), Justiça do Trabalho e outros órgãos.  

Certidão de Quitação do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR):

Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR do INCRA).  

Cadastro Ambiental Rural (CAR) incluindo áreas de preservação permanente (APPs) e a Reserva Legal.  

Identificação de Ônus, Gravames e Litígios Judiciais.

 Fique atento, o corretor é como uma vitrine, que te mostra as alternativas disponíveis e um despachante competente para as diligências legais, mas não é seu consultor para indicar o que você deve comprar. A escolha e a decisão são sua, assim como toda a responsabilidade nos pós compra.

E o melhor é que o corretor não te custa nada. Afinal, a comissão será paga pelo vendedor.

. E para reflexão:

Na hora da compra, não tenha pressa. Seja exigente, procure até encontrar o que você realmente deseja e que atenda suas necessidades; Lembre-se; Tudo que você quer comprar, tem alguém querendo vender.

  

Namastê. E até o próximo post.


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Bora, falar de carro! 

De quanto dinheiro agente gasta para ter um carro comprado a vista, alugado por assinatura ou financiado.

Vamos basear para fins didáticos no Argo 1.0 da Fiat que custa por volta R$80.000,00 e considerar os custos, a perda e o que deixamos de ganhar (oportunidades).

Custos são VALOR DO CARRO 80.000, IPVA 13.000, SEGURO 12.000, REVISÕES 8.500 MANUTENÇÃO 5.000      TOTAL 118.500

Perda é a desvalorização que segundo a tabela FIPE o Argo de 5 anos vale hoje R$54.000,00. Logo, R$80.000,00 – R$54.000,00 é 26.000,00.

E o que deixamos de ganhar é o custo de oportunidade do dinheiro que 80.000 a 0,9% por 5 anos é igual a 136.949,35 – R$80.000,00 ou seja, você deixou de ganhar R$56.949,35

Então o custo total em 5 anos é de R$118.500,00 + R$26.000,00 + R$56.949,35 = $201.449,35 mas como temos o carro usado vamos subtrair o valor dele que é R$54.000,00 ficando um custo total de R$147.449,35 em 5 anos que dividido pelos 60 meses chegamos em um custo de R$2.457,49 por mês comprando à vista.

Agora, no caso de financiamento podemos verificar no site do Banco Central que disponibiliza todas as taxas aplicadas em financiamentos e usaremos o Banco do Brasil  com 2.14% a.m. mais alguns penduricalhos que resulta em 60 prestações de R$2.566,00 (153.960 – 80.000 = R$73.960,00 de juros) (R$1.232,67 por mês). Como não tem custo de oportunidade o custo total em 5 anos é de R$118.500,00 + R$26.000,00 - R$54.000,00  = (R$90.500,00 dividido por 60 meses = R$1.508,33 por mês)  que acrescentado dos juros R$1.232,67 aumenta o custo mensal para R$2.741,00.

Enquanto o valor mensal da assinatura ou aluguel por cinco anos, devemos considerar a oportunidade dos R$2.100,00 das mensalidades que poderiam ser aplicados todo mês a uma taxa de 0,9%  e somariam em 5 anos o valor de R$166.102,26 que resultaria em R$2.768,37 por mês.

Considerando o custo de oportunidade

Compra à vista = R$2.457,49                   R$1.508,33

Financiado         =  R$2.741,00                  R$2.741,00

Assinatura          = R$2.768,37                   R$2.100,00

 

Não considerando o custo de oportunidade

Compra à vista = R$2.457,49                   R$1.508,33

Assinatura          = R$2.768,37                   R$2.100,00

Financiado         =  R$2.741,00                  R$2.741,00

 

 

Estes cálculos simples demonstram que considerando ou não o custo de oportunidade do capital, o mais barato é comprar à vista

E que somente para quem não considera o custo da oportunidade a assinatura é melhor que o financiamento.

E para reflexão:

O MELHOR MOMENTO PARA INICIAR O PLANEJAMENTO FINANCEIRO É NO EXATO INSTANTE EM QUE NOS CONSCIENTIZAMOS DA IMPORTANCIA DELE.

 

Namastê! E até o próximo encontro.

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                Bora, falar de dinheiro!

            Hoje vamos continuar falando de investimentos. E sempre que alguém for investir em alguma coisa, deve procurar saber tudo sobre o novo negócio para responder as três perguntas básicas; motivo, objetivo e risco. Porquê está entrando? Quanto espera ganhar? E até quanto ele pode perder, porque nenhum negócio tem garantia absoluta de sucesso.

Hoje o papo é sobre a compra e aluguel de um Imóvel urbano:

A decisão de alugar ou comprar é complexa e precisa ser analisada com cuidado, levando em conta muitos fatores.

 

Sua realidade financeira

Motivo:

Decisão racional ou socioemocional

Moradia (livrar do aluguel)

Alugar – renda passiva (0,4%a.m sobre o valor do imóvel)

Vender - comércio (regras do mercado imobiliário local)

Objetivo: Localização: Perto da família, perto do trabalho. Rua tranquila, Área de boa valorização.

Dimensão e estrutura: Estudar o custo benefício. Cobertura, área privativa, play ground, vagas de garagens.

Comprar à vista ou financiado?

Essa é uma decisão importante e que depende de muitos fatores mas uma dica muito prática e simples é verificar a taxa básica de juros do país que é a taxa Selic Se estiver baixa, o financiamento pode ser mais interessante. Taxa Selic alta, aplica-se o dinheiro e paga aluguel. Se você conseguir algum subsídio do governo então, pode ser ainda mais vantajoso.

Lembre-se: não existe certo ou errado absoluto, pois os momentos e os fatores impactam o resultado final.

Considerando um imóvel de R$500.000,00

    • Compra a vista:
    • Custo da oportunidade:
    • R$ 500.000,00 a 1% a.m. = R$5.000,00
    •  
    • Pronto = R$ 500.000,00 (Uso imediato)
    • Lote + construtora = R$425.000,00 (Tempo e risco)
    • Lote + materiais + trabalho = R$300.00,00 (Tempo, esforço, risco e considerar a dificuldade de mão de obra temporária).
    • renda de 0,4% a.m. aluguel é de R$ 2.000,00 + valorização.

 

Financiamento 30 anos:

Entrada : R$100.000,00 (20%)

Custos iniciais taxas e impostos (5%) = R$25.000,00

Tabela PRICE = 360 prestações iguais de R$2.857,00 juros R$628.733,00 total R$1.028.733,00

Tabela SAC = 1ª prestação R$3.684,00 – última prestação R$1.118,00    juros R$464.536,00   total R$864.536,00

Aluguel

Custo inicial (Avalista ou caução 3 meses) = R$6.000,00

Mensal = R$2.000,00

OBS: Em quantos meses você acumula R$400.000,00? Durante este tempo você pagará aluguel ou não receberá a renda do aluguel. Mas você terá os juros dos R$125.000,00 da entrada.

E deixo uma reflexão sobre inteligência financeira:

Você prefere dizer, hoje, para onde o dinheiro deve ir, ou perguntar no futuro, para onde ele foi?

Namastê! E até o próximo encontro para falar de riscos e dos cuidados na hora da compra.


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Vamos falar de investimentos.

  1. Você já parou para pensar sobre o que é Investimento?
    • É tudo aquilo em que você aplica dinheiro, tempo e esforço na esperança (risco) de receber renda e valorização como benefício futuro.
    • Também podemos dizer que investimentos é tudo o que envolve Sacrifício, risco e benefício.
    • O tripé para se tomar a decisão de investir em qualquer coisa é o conceito de rentabilidade, risco e liquidez.
  2. Como Começar a Investir:

Cuidado com a usura. A primeira coisa que ela rouba é a sua inteligência e em seguida te deixa comercialmente cego.

Faça o exercício diário da não-usura até que você se conscientize que dinheiro fácil não existe. Se você cair na armadilha do dinheiro fácil, fatalmente vai Correr da polícia ou gastar tudo com advogado.

    • 1. O primeiro investimento é na Reserva de emergência.
    • Baixo risco, liquidez diária e valor equivalente a seis meses das suas despesas.
    • Sugestões = Tesouro Selic (LFT) ou CDB de grandes bancos
    • Taxa Selic = 14,25%a.a.  R$10.000,00 1 ano  = R$11.168,03
    •                                                                                 2 anos= R$12.518,57
    •                                                                                 5 anos= R$17.954,24  

Para reflexão

O dinheiro só serve para duas coisas; consumo ou poupança. O consumo atende o momento presente e a poupança atende o futuro quando, teoricamente temos menor força de trabalho

NAMASTÊ

 

E até o próximo vídeo, quando vamos continuar falando de cada um dos vários investimentos.


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                Bora, falar de dinheiro!

     Bora continuar falando de planejamento financeiro. E para começarmos a falar das despesas, quero compartilhar mais uma experiência pessoal com vocês.

Há muitos anos, ainda bem jovem, eu observei um padrão curioso: em todas as faixas salariais – não importava se a família ganhava um, dez ou cem salários mínimos –, existiam aquelas que viviam de forma controlada e com dignidade, aquelas que estavam sempre na corda bamba e, infelizmente, muitas que viviam afogadas em dívidas e dificuldades. E o que me impressionava é que parecia que quanto maior o salário, maior era o número de endividados.

Na época, eu não tinha o conhecimento de que essa situação dependia muito mais de comportamento do que de matemática. Mas, baseado em uma lógica simples, eu pensei: "Ora, se em todas as faixas de renda existem famílias que conseguem administrar seus ganhos para ter uma vida digna, então eu também posso viver dignamente com qualquer quantia de dinheiro".

Foi aí que eu criei o que chamo carinhosamente de "Teoria da Metade". Eu coloquei na minha cabeça que eu ganhava apenas metade do dinheiro que entrava. A outra metade era daquela luz distante, do meu objetivo. E como eu não entendia de investimentos financeiros na época, eu comprava pequenas coisas que se tornavam como moedas de troca para adquirir bens de maior valor no futuro.

Eu entendo que essa "Teoria da Metade" funcionou para mim em um contexto diferente. Antigamente, as opções de lazer eram muito mais limitadas. As pessoas basicamente trabalhavam, comiam e dormiam. O lazer se resumia a jogos (que, infelizmente, arruinaram muitas vidas), ouvir rádio e, mais tarde, assistir televisão e ir à missa aos domingos.

Hoje, graças a Deus, temos uma abundância incrível de entretenimento e de produtos que nos proporcionam conforto para todos os gostos e bolsos. E aí eu pergunto: quem em sã consciência pensaria em abrir mão de tanta coisa boa que a evolução nos trouxe para curtir e desfrutar a vida, só para guardar dinheiro? É claro que essa não é a proposta!

[NOSSA PROPOSTA]

A nossa proposta aqui é dividir os gastos de forma inteligente, para contemplar nossas necessidades básicas e nos permitir viver bem no presente, receber recompensas no curto e médio prazo com a realização de nossos desejos, e investir uma parte do que ganhamos para realizar nossos sonhos maiores e garantir uma velhice digna.

Caso contrário, independentemente da sua situação financeira atual, sem esse equilíbrio, você corre um risco muito grande de conviver com insônia, ansiedade, baixa produtividade, falta de dinheiro, dívidas e tensões que podem prejudicar até seus relacionamentos familiares. Sem contar a possibilidade real de desenvolver estafa física, depressão, pânico, crises existenciais e doenças psicossomáticas. Tudo isso por gastar mais do que devia ou por deixar de gastar no que devia, só para juntar dinheiro. E aí, você vai sofrer porque não guardou nada para um imprevisto, ou porque vai gastar todo o dinheiro que juntou para tratar a doença adquirida por não ter desfrutado a vida de forma equilibrada.

[TRANSIÇÃO]

E para começar essa organização, basta definirmos limites para nossas metas financeiras financeira. Uma sugestão é a regra do 50-30-20, mas lembre-se: a proposta do planejamento é ser flexível e se adaptar às mudanças de rumo que podem surgir ao longo da nossa jornada.

Observem como as coisas mudaram para melhor! Se antes foi possível guardar metade do que ganhávamos, hoje podemos nos divertir com 30% e os 20% que economizarmos podem render muito mais do que os 50% daquela época, graças à inteligência financeira e comportamental que estamos aprendendo juntos agora.

Mostrar alguns alertas vermelhos mensais e anuais para ficarmos de olho nas nossas finanças.

E para reflexão:

“A única coisa que uma pessoa pode perder com planejamento financeiro é o hábito ou a compulsão de gastar desenfreadamente. E isto, muita gente quer esconder, porque tem muita dificuldade de parar”.

NAMASTÊ

 

E até o próximo vídeo, quando vamos cria nossas metas e digitar as despesas em cada uma delas.


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            Bora, falar de dinheiro!

Bora continuar falando de planejamento financeiro de maneira simples e prática para transformar a forma como consumimos, buscando mais satisfação e, principalmente, sustentabilidade financeira.

[TRANSIÇÃO]

Vamos juntos colocar a mão na massa e digitar nossas receitas e despesas. A ideia é analisar cada uma delas de perto para definirmos juntos: onde podemos ganhar mais, como gastar de forma inteligente, como proteger nosso dinheiro e, claro, como investir!

Lembrem-se de uma coisa crucial: só o trabalho duro, por si só, não enriquece ninguém! Para construir riqueza de verdade, precisamos fazer escolhas inteligentes que multipliquem o resultado do nosso esforço. E para escolher bem, o planejamento é o nosso melhor amigo!

Aqui, listamos as nossas fontes de receitas Salário

  • Hora extra
  • Renda extra (aluguel, freelance, etc.)
  • 13º salário
  • Férias (o valor que sobra após os gastos da viagem, se houver)
  • Vendas (comércio, e-commerce)
  • Bônus
  • "Bicos" e outros trabalhos eventuais

[PERGUNTA ENVOLVENTE]

E aí, me conta nos comentários: você pretende dar um gás na sua renda ou focar em diminuir as despesas? A verdade é que a jogada mais inteligente é atacar nas duas frentes para maximizar seus resultados!

[LEMBRETE IMPORTANTE]

Se você perdeu o vídeo onde falamos sobre como gerar renda extra, não se preocupe! O link está aqui embaixo, na descrição do vídeo. Corre lá depois para conferir!

[CHAMADA PARA AÇÃO]

E se você está curtindo esse conteúdo, já sabe: se inscreve agora no canal para não perder nenhuma dica e fazer parte da nossa comunidade que busca uma vida financeira mais tranquila e próspera!

https://www.youtube.com/watch?v=d-Qa3gi24Mk&t=14s

TOTAL DAS RECEITAS

Agora me diz: o que vem à sua cabeça quando você pensa em planejamento financeiro?

Se a primeira coisa que te veio à mente foi sacrifício, escassez e sofrimento, calma! Tá na hora de mudar essa visão. Se você quer chegar onde a maioria das pessoas não chegam, precisa começar a pensar e agir de forma diferente desta maioria.

[CONVERSA SINCERA]

No dia em que eu entendi que planejar significa usar a inteligência para equilibrar nossos ganhos, nosso consumo e nossos investimentos – para não cairmos na armadilha da compulsão por gastar, para não nos tornarmos escravos do dinheiro e para construirmos um futuro digno –, foi como se um farol se acendesse no meu caminho. Meu objetivo ficou claro, uma tocha brilhante que, mesmo distante, eu podia ver com clareza e nunca mais perdi de vista.

E agora, depois dessa minha experiência, olhando o planejamento por esse ângulo, o que significa ser financeiramente equilibrado de forma racional? Para mim, é garantir a tranquilidade do futuro sem precisar abrir mão de toda a felicidade no presente.

O meu esforço é para que o planejamento financeiro, na cabeça de todos vocês, seja associado à sustentabilidade de ser feliz em todas as fases da nossa vida!

E para quem ainda acha que planejamento financeiro é sinônimo de sacrifício e pão-durice, fica essa reflexão:

Saber gastar seu dinheiro de forma inteligente não é ser avarento, é saber aplicá-lo em coisas que realmente importam para você e que te garantam a liberdade de decidir como, quando e com quem usar o seu tempo de vida.


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                Bora falar de dinheiro! Falar das atitudes que fazem diferença na nossa vida financeira.

continuando o passo a passo do planejamento financeiro, e quem não assistiu a última postagem, o link está na discrição do canal.

O próximo passo é fazer uma lista ou uma planilha escrevendo todos os seus bens, que são os seus “ativos”, todas as suas obrigações que são seus passivos, suas fontes de renda, inclusive as atividades alternativas que você já exerce ou que pode vir a exercer para garantir uma renda extra e todas as suas despesas com os respectivos valores.

Ativos ou patrimônio e seus valores.

Conta Corrente, Poupança, Títulos públicos, Títulos privados, Fundos de investimento, Previdência Privada, Empréstimos a receber, Automóveis, Imóveis, FGTS

TOTAL DE ATIVOS

Obrigações ou passivos e seus valores.

Obrigações, Contas a pagar, Cheque especial, Cheques pré-datados, Cartões de crédito, Prestações/Crediário, Impostos a pagar, Empréstimos, Financiamento do Automóvel, Financiamento do Imóvel, Prêmios de Seguro.

TOTAL DE PASSIVOS

Patrimônio Líquido = Total de ativos – Total de passivos

Resultado positivo indica riqueza, se for negativo exige contenção de despesas urgentemente.

Planilha “Orçamento familiar anual. A minha

Mostrar outras planilhas “Na internet tem as gratuitas e as pagas”.

Agora sim. Sabendo das rendas, da necessidade de proteção e das características de cada faixa etária, estamos prontos para definir onde gastar e guardar nosso dinheiro

Mostrar as duas planilhas.

Receitas    mensais e seus valores

Trabalho, Comércio, Bico, 13º salário, Férias, Bônos, extra

Total das receitas =  ?

Despesas

Conceito do dinheiro carimbado ou dos vales compras.

Carimbar o dinheiro é determinar o valor destinado a cada coisa, para quem tem dificuldade de se controlar, imagine fazer vales, como se fosse cheques com valores de cada compra e para cada pagamento de todas as suas obrigações, desejos e sonhos definidos neste planejamento e os separe em envelopes, caixas ou cofres diferentes para não os misturar.

Sempre que quiser comprar, vá nas gavetas das metas e veja se tem vale para aquela despesa. Se não tiver, não tem que comprar, se tiver, respeite o valor que foi planejado.

E a proteção do patrimônio? Quem já fez algum seguro?

Quando você compra um carro, a primeira coisa que pensa é no seguro. Não é? Então pense seriamente em proteger seu patrimônio, seja do carro, da casa e da saúde. Afinal, planejar significa considerar todas as possibilidades, inclusive as fatalidades indesejadas.

A recomendação conservadora é proteger todo o patrimônio, mas cada pessoa tem um nível de tolerância ao risco. O problema é saber quando está usando o receio de gastar o dinheiro com seguro, fantasiado de tolerante a risco.

E o que é esta tolerância a risco? É a capacidade de se manter tranquilo diante da possibilidade de um resultado diferente do que deseja e até de perder seu patrimônio.

Olhe lá! Se for se estressar, lembre-se que o estresse pode te adoecer, pode te deprimir e pode diminuir sua capacidade de produzir, enfim, o prejuízo pode ser maior que o preço do seguro.

 

Você gasta mais do que ganha, tudo que ganha, ou menos do que ganha?

Se gasta mais, está consumindo o patrimônio ou fazendo dívida. Se estiver fazendo dívida, seu caminho errado é curto porque o crédito acaba.

Se está consumindo o patrimônio ou gasta tudo que ganha é mais perigoso porque assim como a gente ajusta a execução do trabalho ao tempo que temos, ajustamos também as despesas à disponibilidade de dinheiro que temos, aumentando o padrão de vida e ancorando nossas despesas a níveis muitas vezes insustentáveis. E Quando tiver que encarar a realidade lá no futuro, sem dim dim a queda é grande demais e provoca muita dor.

É muito mais fácil evitar do que remediar.

 

 

Ah! Quer melhor? Vai para os programas no computador e aplicativos no tablet e celular.

Serafin,  Vista, iDinheiro, Mobilis e outros de vários preços.

 

 

Nesta hora é comum que algumas pessoas digam:

Ah ! Mais eu não tenho dinheiro. E daí? Mais um motivo para fazer um bom planejamento. O dinheiro e os bons rendimentos serão consequências desta iniciativa.

Ah ! Eu já sou muito controlada com meu dinheiro. E o que você está fazendo com o que sobra? Está aplicando de maneira correta? Equilibrando o rendimento com a liquidez de cada parcela a ser gasta nos diversos eventos do futuro?

Ah ! Mais eu não tenho tempo. Será? E se você adoecer? Também não vai ter tempo de se tratar não?

Cuidado para você não está sob o efeito de algum viés comportamental te sabotando.

Há bastante tempo, eu criei uma teoria que chamei da teoria da metade, notei que em todas as faixas salariais havia um pequeno número de pessoas que viviam controladamente e com dignidade, muitas pessoas que viviam na corda bamba e o restante que viviam chafurdados em dívidas. E parecia que quanto maior o salário, maior era o número de endividados. Aí eu pensei; ora! Se em todas as faixas de renda existia pessoas que conseguia administrar o salário para ter uma vida digna. Eu, que até então não tinha nada, resolvi viver com apenas a metade do que viesse a ganhar e comecei a investir 50% de toda minha renda. Deu certo demais e graças a Deus não me lembro de nenhum sofrimento severo que me traga arrependimento.

Hoje, 50 anos depois, estou aqui falando de planejamento financeiro balizado no polimento deste meio século de evolução socioeconômica vertiginosa. O interessante é que não mudou muita coisa, só a porcentagem a ser investida, que é menor, devido a disponibilidade entretenimentos e de artigos que nos proporcionam conforto. Porém, esta diferença na parcela que sobra para investir pode ser compensada com a inteligência financeira e comportamental.

 

E para quem acha que planejamento financeir0 é coisa de gente pão-duro, fica a reflexão:

Quem não zela e não valoriza o que tem não merece ter.

Namastê! E até o próximo encontro.


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