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                Bora, falar de dinheiro!

     Bora continuar falando de planejamento financeiro. E para começarmos a falar das despesas, quero compartilhar mais uma experiência pessoal com vocês.

Há muitos anos, ainda bem jovem, eu observei um padrão curioso: em todas as faixas salariais – não importava se a família ganhava um, dez ou cem salários mínimos –, existiam aquelas que viviam de forma controlada e com dignidade, aquelas que estavam sempre na corda bamba e, infelizmente, muitas que viviam afogadas em dívidas e dificuldades. E o que me impressionava é que parecia que quanto maior o salário, maior era o número de endividados.

Na época, eu não tinha o conhecimento de que essa situação dependia muito mais de comportamento do que de matemática. Mas, baseado em uma lógica simples, eu pensei: "Ora, se em todas as faixas de renda existem famílias que conseguem administrar seus ganhos para ter uma vida digna, então eu também posso viver dignamente com qualquer quantia de dinheiro".

Foi aí que eu criei o que chamo carinhosamente de "Teoria da Metade". Eu coloquei na minha cabeça que eu ganhava apenas metade do dinheiro que entrava. A outra metade era daquela luz distante, do meu objetivo. E como eu não entendia de investimentos financeiros na época, eu comprava pequenas coisas que se tornavam como moedas de troca para adquirir bens de maior valor no futuro.

Eu entendo que essa "Teoria da Metade" funcionou para mim em um contexto diferente. Antigamente, as opções de lazer eram muito mais limitadas. As pessoas basicamente trabalhavam, comiam e dormiam. O lazer se resumia a jogos (que, infelizmente, arruinaram muitas vidas), ouvir rádio e, mais tarde, assistir televisão e ir à missa aos domingos.

Hoje, graças a Deus, temos uma abundância incrível de entretenimento e de produtos que nos proporcionam conforto para todos os gostos e bolsos. E aí eu pergunto: quem em sã consciência pensaria em abrir mão de tanta coisa boa que a evolução nos trouxe para curtir e desfrutar a vida, só para guardar dinheiro? É claro que essa não é a proposta!

[NOSSA PROPOSTA]

A nossa proposta aqui é dividir os gastos de forma inteligente, para contemplar nossas necessidades básicas e nos permitir viver bem no presente, receber recompensas no curto e médio prazo com a realização de nossos desejos, e investir uma parte do que ganhamos para realizar nossos sonhos maiores e garantir uma velhice digna.

Caso contrário, independentemente da sua situação financeira atual, sem esse equilíbrio, você corre um risco muito grande de conviver com insônia, ansiedade, baixa produtividade, falta de dinheiro, dívidas e tensões que podem prejudicar até seus relacionamentos familiares. Sem contar a possibilidade real de desenvolver estafa física, depressão, pânico, crises existenciais e doenças psicossomáticas. Tudo isso por gastar mais do que devia ou por deixar de gastar no que devia, só para juntar dinheiro. E aí, você vai sofrer porque não guardou nada para um imprevisto, ou porque vai gastar todo o dinheiro que juntou para tratar a doença adquirida por não ter desfrutado a vida de forma equilibrada.

[TRANSIÇÃO]

E para começar essa organização, basta definirmos limites para nossas metas financeiras financeira. Uma sugestão é a regra do 50-30-20, mas lembre-se: a proposta do planejamento é ser flexível e se adaptar às mudanças de rumo que podem surgir ao longo da nossa jornada.

Observem como as coisas mudaram para melhor! Se antes foi possível guardar metade do que ganhávamos, hoje podemos nos divertir com 30% e os 20% que economizarmos podem render muito mais do que os 50% daquela época, graças à inteligência financeira e comportamental que estamos aprendendo juntos agora.

Mostrar alguns alertas vermelhos mensais e anuais para ficarmos de olho nas nossas finanças.

E para reflexão:

“A única coisa que uma pessoa pode perder com planejamento financeiro é o hábito ou a compulsão de gastar desenfreadamente. E isto, muita gente quer esconder, porque tem muita dificuldade de parar”.

NAMASTÊ

 

E até o próximo vídeo, quando vamos cria nossas metas e digitar as despesas em cada uma delas.


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