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                   Bora falar das Carteiras de Custódia!

            Todas as carteiras de criptomoedas, as wallets, que falamos nas postagens anteriores, seja hard, soft ou paper wallets, são para quem deseja custodiar suas próprias criptomoedas, auto custódia, ou seja, para quem deseja ser o guardião das suas criptomoedas. Isto significa ser o dono da chave privada, a seed frase, aquela de 12 ou 24 palavras que dá acesso às suas criptomoedas lá na blockchain.

Hoje, vamos falar das carteiras de custódia, as Exchange wallets. Elas são usadas por quem deseja transferir a responsabilidade da chave privada e de todos os conhecimentos para efetuar as transações desejadas, para um banco ou corretora. Para tanto, basta abrir uma conta de investimentos numa instituição que trabalhe com criptomoedas.

Neste caso, o investidor usará somente as senhas normais de uma conta bancária para autorizar suas transações que serão realizadas pelo agente custodiante. Alguns bancos digitais oferecem diferentes serviços, desde o investimento em ETF, que são fundos de criptomoedas, A compra e venda de criptomoedas, que podem ser visualizadas no portfólio do investidor ou a abertura de conta numa corretora independente o do próprio banco.

A vantagem é se despreocupar com as senhas gigantescas que não admitem erros, esquecimentos e muito menos invasão de hackers. Além de não precisar aprender todos os protocolos exigidos no passo-a-passo de acesso à blockchain e de cada transação com suas criptomoedas. Diante disto, fica claro que a carteira de custódia é muito recomendado para quem está iniciando no mundo dos cripto ativos.

A desvantagem é que o banco ou a corretora detém a chave privada (seed frase) que dá acesso às criptomoedas propriamente ditas. O que você tem numa Exchange wallet, é um login e senha para acessar o saldo da sua conta na corretora, mas não o controle direto sobre os criptoativos. Aí temos que lembrar da famosa frase que resume este risco "Not your keys, not your coins" (Não são suas chaves, não são suas moedas).

Logo, no caso de falência ou ato desonesto da instituição custodiante, você perde suas criptomoedas. O que não é diferente do risco de termos nossos Reais em contas bancárias, tanto nas contas correntes quanto nos nossos investimentos.

Minha sugestão é que comece com uma carteira de custódia e crie uma carteira pessoal (auto custódia) para aprender, afinal você pode ter uma carteira com saldo zero até se sentir seguro para investir. E riqueza adora isto.


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