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            Bora falar de Planejamento Financeiro!

Falar de como pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença na nossa vida financeira.

O assunto é planejamento financeiro, do Zero à Riqueza! Você já fez ou pensou em fazer o seu? Muita gente acha que isto é um bicho de sete cabeças, mas é mais simples do que se imagina e os benefícios são enormes!

Nós vamos desmistificar isso, usando uma linguagem simples, sem os termos em inglês nem os jargões usados pelos profissionais do mercado financeiro da Faria Lima que adoram ser chamados de Faria Laimer. Outro papo furado que precisamos derrubar é de que investimento é só para figurões que têm muito dinheiro. O mercado financeiro é para todos! Tanto que desde 201, o Tesouro Nacional permite que qualquer pessoa invista a partir de R$30,00 e em 2024 praticamente acabou com o valor mínimo. Ou seja, não tem desculpa para não começar.

Então vamos para o que interessa. Elaborar seu planejamento é simplesmente colocar no papel, na planilha ou no aplicativo a descrição detalhada das suas atitudes e comportamentos relacionados com fontes de renda, às despesas da família e aplicações financeiras que são os investimentos que você precisa fazer para alcançar o sucesso que deseja ao longo da sua vida.

E só precisamos desejar um estilo de vida top, equilibrado e confortável. E aqui entra a mentalidade abundante. Por favor, sejam ricos ao desejar e tenham a consciência de que “querer é poder”. E eu não estou achando que querer é poder, eu estou afirmando baseado na explicação da ciência; que quando desejamos algo intensamente, nosso cérebro produz, na mesma intensidade da nossa vontade uma substância química que nos motiva a agir, a ação nos leva à realização criando um ciclo positivo de desejo, ação e recompensa.

Não importa o tanto de dinheiro que você tenha. Se deseja melhorar sua condição financeira ou diminuir seu estresse mental, a hora é agora. E eu te adianto que é um caminho praticamente sem volta, porque o resultado é bom demais.

Vantagens:

Começa por ensinar os filhos ou netos, através do bom exemplo que vale muito mais que puxão de orelhas ou discurso de boas ações que entra num ouvido e sai no outro.

Criação da reserva de emergência que é uma benção.

Acaba com o estresse financeiro gerado pela insegurança. Se você ficar sem emprego ou parado por qualquer motivo. Você sabe que o leite das crianças está garantido.

Elimina as dívidas livrando-se dos juros.

Faz o dinheiro render fugindo das multas por atraso.

Diverte tranquilo pois o dinheiro estava separado para aquilo. Quando sair para viajar, seu único pensamento é curtir o passeio.

Elimina a indecisão na hora de investir por que já está previsto onde vai colocar o dinheiro.

Enfim, tem o controle total do dinheiro. E tem coisa melhor que tranquilidade?

O primeiro passo é observar sua faixa etária, para saber quanto tempo ainda quer trabalhar e com qual renda deseja aposentar para definir quanto, quando e como usar seu dinheiro.

Até os 20 anos é o período em que, na maioria dos casos, só consumimos, e hoje em dia, o ser humano começa a consumir desde a sua concepção, e é nesta faixa etária que recebemos a educação financeira ou deveríamos receber. Um dos meus sobrinhos, dá uma mesada para o filho de 9 anos e sempre que a criança deseja algo, tem que optar por algo que custe menos que a mesada ou juntar o dinheiro mês a mês até conseguir aquele valor. Este é o verdadeiro treinamento de como conviver com as decisões diante das limitações, contrariedades e prioridades que todos enfrentarão durante toda a vida.

Dos 20 até os 50 anos, somos ativos econômicos com bastante energia para construir nosso patrimônio. E nesta faixa etária é muito mais importante poupar do que rentabilizar. Por que qualquer valor aplicado nesta época aproveita as vantagens dos juros compostos por muitos anos até a aposentadoria. Imagine que R$400,00 poupados por mês proporciona mais ou menos 5 anos de aposentadoria confortável.

Dos 40 aos 50 anos devemos promover a rentabilização do que acumulamos conforme nosso perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado). Cuidado para não cair na síndrome desta faixa etária; “Mal invisível”; quanto mais a gente ganha mais queremos gastar. É natural que aumentamos nosso padrão de vida a medida que aumentamos a renda.

Dos 50 aos 70, Aí nós vamos compensando o menor vigor físico com a experiência para consolidar e proteger o patrimônio. Alocando nossos investimentos de forma mais conservadora e buscando a otimização tributária. Nós não temos mais tempo para correr riscos de perder o dinheiro acumulado. E Cuidado para não continuar a elevar o nível de qualidade de vida, que aumenta as despesas igual  fez até os 50 anos. Lembre-se que sua renda tende a diminuir.

E a partir daí, passamos a usufruímos das nossas reservas e preparamos a sucessão. Não se apegue às coisas, apegue-se à qualidade de vida. Por exemplo; quem preservou uma boa casa e está sem dinheiro, Alugue-a e more em uma casa menor ou venda a casa e viva com o dinheiro dela, a fase de acumular já passou e não nos pertence mais. As regras de como deixar herança não deve incluir o sacrifício ultrajante no final da vida.

Agora sim, você está em condições de definir o seu objetivo de vida. E para isto vai dedicar um tempo especial, de preferência reunido com sua família, sem interferência de terceiros, sem a inconveniência do celular e sem nenhuma outra tarefa para desviar sua atenção. E com foco total, analise a realidade econômica da família e o comportamento financeiro de todos, mas de forma nua e crua, sem frescura e sem passar pano para os erros de ninguém.

Agora que você já sabe os defeitos e as vantagens de cada um da sua família e quais as mudanças que vocês precisam fazer para atingir seu grande objetivo de vida.

O segundo passo, é detalhar onde, como, quando e com quanto você quer chegar em cada fase da vida. E para isto você vai dividir seu objetivo em metas de curto, médio e longo prazo para ter vários objetivos menores e mais fáceis de serem atingidos ao invés de somente um grande objetivo que demora para ser realizado. Assim, os muitos ciclos de estímulo, ação e recompensa vão garantir a dopamina necessária para sua motivação ao longo da grande jornada.

É uma pena que o tempo de hoje acabou. Nós temos muito mais para falar sobre o planejamento financeiro e no próximo post vamos detalhar a criação das metas e suas características mais importantes.

E para reflexão:

“Construir riqueza, depende muito mais de comportamento que de qualquer outra coisa, porque todo o resto é consequência das nossas atitudes”.

Namastê! E até o próximo post.


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