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Bora falar de dinheiro!
Em
cada postagem vamos falar sobre como pequenas atitudes podem fazer uma grande
diferença na nossa vida financeira.
Hoje eu vou começar com uma
brincadeira de dizer verdade.
Uma pessoa está deitada
preguiçosamente numa rede e diz: "Eu tô cansado de não fazer nada."
Então alguém pergunta: "Uai! E por que você não vai trabalhar?" E ele
responde: "Trabalhar como? Cansado do jeito que eu tô?"
É engraçado né? mas na real, muita
gente acaba presa nesse ciclo de autossabotagem. E para evitar uma situação
parecida, precisamos cultivar a vontade de alcançar o sucesso financeiro para estimular
a produção da dopamina do desejo, que o neurotransmissor responsável
pela motivação. No entanto, o excesso de busca por prazer e recompensa pode nos
levar ao erro, ao vício e à dependência. É aí que entra a dopamina de
controle, processada na parte do cérebro responsável pelo pensamento
racional e pela tomada de decisões equilibradas.
De forma simples, podemos
dizer que essa dopamina é o freio do nosso ego. O desequilíbrio desse
sistema pode gerar compulsões, dependência e impulsividade nos investimentos.
Minha experiência com o
dinheiro
Eu tive sorte de nascer em uma
família carente de grana, mas cercado por pessoas extremamente trabalhadoras. A
carência aguçou minha vontade de ter dinheiro, o exemplo me transformou em um
trabalhador incansável e a intuição me levou a anotar cada centavo que
ganhava e cada centavo que gastava. Sem essa prática de controle
financeiro, seria impossível resolver a equação mais difícil que conheci: fazer
zero + zero virar 1. E, a partir daí, uma parte desse "1" e de
todo dinheiro que ganhei começou a trabalhar para mim. Foi assim que o dinheiro
deixou de ser um problema e passou a ser meu parceiro.
Quando o dinheiro passa a ser
nosso parceiro, temos que fazer nossa parte: cuidar dele com inteligência
financeira. Isso significa não nos tornarmos escravos do dinheiro – quando
só trabalhamos para aumentar o saldo da conta bancária – e nem cair na
armadilha de viver no limite, vendendo o almoço para comprar a janta. Agente
não merece isto.
E para estar atualizado com o
mercado financeiro, usamos nosso cérebro que está em constante transformação. É
essa plasticidade cerebral que nos permite evoluir através da mudança de
crenças, opiniões e comportamentos para que nossos desejos e motivações moldem o
ciclo contínuo de estímulo, ação e recompensa. Por isso, é fundamental
valorizar debates e conversas com pessoas que pensam de forma diferente da
nossa. São elas que nos desafiam a mudar. Quem só concorda conosco nos
mantém na zona de conforto cognitivo enquanto o mundo evolui.
O que as pessoas fazem com o
dinheiro?
Muitas estão atentas ao
mercado financeiro e querem investir melhor. No entanto, a maioria ainda deixa
seu dinheiro na poupança, que é um dos piores investimentos. Acredite, 84%
dos brasileiros ainda usam a poupança! Outros deixam o dinheiro parado na
conta corrente ou aplicam em produtos financeiros ruins, como títulos de
capitalização e consórcios – que são basicamente formas de emprestar
dinheiro ao banco sem retorno.
Ainda pior, muitas pessoas
fazem empréstimos bancários e, em vez de usar o dinheiro para suas
necessidades, são levados a aplicar parte do empréstimo em produtos ruins. Ou
seja, pagam caro para pegar dinheiro emprestado e depois o emprestam de
volta ao banco praticamente de graça. Isso é crime! A Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) chama isso de venda casada, e você deve denunciar.
O que são os Bancos e corretoras
de valores?
Antes de começar a investir,
precisamos entender o que são e como funcionam estas instituições. Eles são empresas
que negociam dinheiro, assim como uma loja negocia roupas e sapatos. No
entanto, eles criam uma ilusão coletiva de que são "tábuas de
salvação" que fazem grandes favores aos clientes. Mas, na verdade, eles
deveriam nos receber com tapetes vermelhos sempre que fazemos depósitos, pois é
com nosso dinheiro que eles fazem seus lucros.
É obvio que devemos respeitar
todas as empresas e todos os comerciantes, mas ao entrar em um banco, entre com
a postura de um negociador. Você não é um pedinte? Você está emprestando
dinheiro para eles – de graça ou por um retorno mínimo– enquanto, quando você
precisa de crédito, enfrenta todo tipo de exigências e garantias e paga juros
altíssimos. E eu vou te provar isto no final deste post
Então, a partir de agora,
sempre que for a um banco ou a uma corretora de valores, aja como um
parceiro comercial e negocie com inteligência.
Minha proposta é aprendermos
juntos a tomar decisões financeiras mais inteligentes para fazer o dinheiro
trabalhar a nosso favor!
Para reflexão:
- R$50,00 investidos por 10 anos a 1% ao mês
se transformam em R$165,02.
- R$50,00 de dívida por 10 anos no cheque
especial do Banco do Brasil a 7,9% ao mês se transformam em R$458.715,45.
Reflita bastante se alguém de
sã consciência deve usar um crédito assim? A taxa do cartão de crédito
parcelado é ainda pior!
