I - Animal Silvestre: são aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas juridicionais.
Exemplos:, mico, morcego, quati, onça, tamanduá, ema, papagaio, arara, canário-da-terra, tico-tico, galo-da-campina, teiú, jibóia, jacaré, jabuti, tartaruga-da-amazônia, abelha sem ferrão, vespa, borboleta, aranha e outros cujo acesso, uso e comércio é controlado pelo IBAMA.

II - Animal exótico: são aqueles cuja a distribuição geográfica não inclui o Território Brasileiro. As espécies ou subespécies introduzidas pelo homem, inclusive domésticas, em estado selvagem, também são consideradas exóticas. Outras espécies consideradas exóticas são aquelas que tenham sido introduzidas fora das fronteiras brasileiras e suas águas juridicionais e que tenham entrado expontaneamente em Território Brasileiro.
Exemplos: leão, zebra, elefante, urso, ferret, lebre-européia, javali, crocodilo-do-nilo, naja, piton, esquilo-da-mongólia, tartatuga-japonesa, tartaruga-mordedora, tartaruga-tigre-d'água, cacatua, arara-da-patagônia, escorpião-do-Nilo, e outros.

III - Animal doméstico: são aqueles animais que através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico tornaram-se domésticas, possuindo características biológicas e comportamentais em estreita dependência do homem, podendo inclusive apresentar aparência diferente da espécie silvestre que os originou.
Exemplos: gato, cachorro, cavalo, vaca, búfalo, porco, galinha, pato, marreco, pombo, ratazana, camundongo, rato, peru, avestruz, codorna-chinesa, perdiz-chucar, canário-belga, periquito-australiano, abelha-européia, minhoca, escargot, manon, mandarim, agapornis, entre outros.
Poderão ser controlados pelo IBAMA, caso seja verificado que podem causar danos à fauna silvestre e ecossistemas, quando em vida livre. O controle se dará através das Secretarias e Delegacias vinculados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Gerências de Zoonoses, vinculadas ao Ministério da Saúde ou as Secretarias Estaduais da Saúde.

Depende da origem do animal. Se for um animal com origem legal, isto é, adquirido de criadouro comercial ou comerciante devidamente registrado no IBAMA não é crime. Considera-se crime se a origem do animal não puder ser comprovada, sobretudo se for um animal adquirido de traficantes ou contrabandistas, em estradas, depósitos, feitas livres, através de encomendas ou similares.
A Lei de Crimes Ambientais considera crime contra a fauna a manutenção de animais silvestres em cativeiro sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. No caso específico de fauna silvestre entende-se como autoridade competente o IBAMA.
A manutenção de animais silvestres em cativeiro também é considerada crime se a origem dos bichos não estiver devidamente documentada através de nota fiscal emitida pelo comerciante ou pelo criadouro que tem autorização do IBAMA para reproduzi-los em cativeiro. Nessa nota fiscal deve constar o nome cientifico e popular do bicho, o tipo e número de identificação individual do espécime (animal) que poderá ser uma anilha fechada e/ou um micro-chip.

Legalizar é uma palavra complicada. Legalizar significa tornar legal aquilo que não é. O IBAMA não legaliza ou regulariza a posse de animais sem origem conhecida e ou que tenha sido adquirido em desacordo do que foi estabelecido pela Lei nº 5197/67, Lei 9605/98 e Decreto 3179/99.
Quem tem um animal silvestre em cativeiro deve primeiramente cuidar bem desse animal, fornecendo a ele alimento e acomodação adequados e sobretudo não adquirir outro, sem a devida permissão, autorização ou licença do IBAMA. O IBAMA não entra na casa de ninguém para apreender o animais, a não ser que tenha determinação judicial. Porém o infrator estará sempre sujeito a aplicação da lei de crimes ambientais se houverem denúncias contra ele.

Adquirindo o animal de origem legal, ou seja, procedente de criadouros comerciais devidamente registrados junto ao Ibama. A decisão em possuir em casa um animal silvestre deve levar em conta a responsabilidade no correto trato do animal, sobretudo oferecendo alimentação adequada, água de boa qualidade, cuidados veterinários e sanitários, abrigo e respeito a individualidade e as características da espécie. O mesmo vale para outros animais, sejam domésticos ou exóticos. O abandono de animais pelo homem tem causado muitos prejuízos à agricultura e à saúde publica, com grande ônus para o Estado.
Você deve adquirir animais silvestres somente após ter se certificado que eles são procedentes de criadouros comerciais devidamente autorizados pelo IBAMA. Quem está vendendo deve provar isso e fornecer a Nota Fiscal com os dados que foram citados na pergunta dois.

Primeiro, não comprar, depois denunciar às autoridades. Se for em feira livre ou deposito de tráfico, denunciar e fornecer o maior número de informações possíveis. Os dados do denunciante sempre serão preservados. Deve-se passar as informações com maior clareza possível, como o local, data, hora, circunstância etc. Se for na beira da estrada, não comprar e ainda repreender o vendedor dizendo que isso é ilegal e que se ele for flagrado pode, além de perder o animal, sofrer as sanções legais.
O IBAMA tem uma Acordo de Cooperação com a RENCTAS-Rede Nacional contra o Tráfico de Animais Silvestres que possui uma página específica na internet sobre o tráfico de animais silvestres (www.rencta.org.br.) .

Todo animal, independente de ser silvestre ou doméstico, pode ser portador de doenças transmissíveis ao homem, conhecidas como zoonoses ou antropozoonoses. Alem de ser potencialmente defensivo, ou seja, pode morder, arranhar, picar ou bicar, quando provocado. O ideal é que o animal seja respeitado em suas características físicas e comportamentais, esteja sob a supervisão de um médico veterinário e que as pessoas estejam conscientes da existência dos riscos físicos e doenças, sua via de transmissão e contágio.

Não. A licença para coleta de material da nossa fauna e flora, destinado a fins científicos ou didáticos, poderá ser concedida somente a cientistas e profissionais devidamente qualificados, pertencentes a instituições brasileiras públicas e privadas credenciadas ou por elas indicadas.

A licença para coleta de material da nossa fauna e flora destinado a fins científicos ou didáticos é concedida de acordo com a Portaria n.º 332/90.
Os pedidos para a concessão da licença devem ser formalizados e protocolados no IBAMA com antecedência mínima de 60 dias do início dos trabalhos e devem acompanhados de:
I) Nome, endereço e qualificação do interessado;
II) Nome da instituição a que pertence e cargo que ocupa;
III) Declaração da instituição indicando o interessado, no caso deste não manter vínculo com ela e justificando a solicitação na licença, com base no projeto a ser desenvolvido; IV) Curriculum vitae de todos os técnicos envolvidos no projeto;
V) Descrição das atividades que pretende desenvolver;
VI) Projeto de pesquisa a ser desenvolvido, contendo, finalidade do projeto, descrição das atividades, indicação dos grupos zoológicos e do número de espécimes que pretende coletar, o destino previsto do material (em caso de sobra de material, também indicar destino), metodologia de coleta ou captura, indicação das áreas e épocas escolhidas para a coleta ou captura; indicação do destino previsto para os resultados obtidos;
VII) Declaração da instituição que receberá o material dando ciência da incorporação desse material ao seu acervo e atestando condições de bem acomodá-lo.
A renovação da licença, bem como a concessão de novas licenças, fica condicionada a apresentação de relatórios, que também devem ser encaminhados com antecedência mínima de 60 dias.
No caso do material zoológico coletado necessitar manutenção em cativeiro, as disposições da Portaria nº 016/94 para registro de criadouros com finalidade científicas deverão ser cumpridas.

Caso tenha outras dúvidas específicas, entre em contato com o IBAMA - Coordenação de Proteção de Espécies de Fauna  no site      www.ibama.gov.br


1 - Domésticos: procure o Controle de Zoonoses ou o Canil público do seu estado.

2 - Silvestres: procure a Fiscalização do IBAMA no seu estado.


1 - Domésticos: procure a Sociedade Protetora de Animais do seu estado.

2   -    Silvestres: procure a Fiscalização do IBAMA no seu estado.


Definições:

Todos aqueles animais pertencentes as espécies da fauna silvestre, exótica, doméstica ou domesticada mantidos em cativeiro pelo homem para entretenimento próprio, sem propósito de abate e reprodução.
Exemplos: cachorros, gatos, coelhos, ferrets, hamsters, canários, periquitos, papagaios, entre outros.

Todos aqueles animais pertencentes as espécies que originalmente possuíam populações em vida livre e que acompanharam a evolução e o deslocamento da espécie humana pelo planeta e que por ela foram melhorados do ponto de vista genético e zootécnico ao ponto de viverem em estreita dependência ou interação com comunidades ou populações humanas. Os espécimes ou populações silvestres dessas espécies podem ainda permanecer em vida livre.
Exemplos: gatos, cachorros, cavalos, bois, búfalos, porcos, galinhas, patos, marrecos, pombos, perus, avestruzes, codornas-chinesa, perdizes-chucar, canários-belga, periquitos--australiano, abelhas-européia, minhocas, escargots, manons, mandarins, agapornis, entre outros.
Poderão ser controlados sob a supervisão do IBAMA, caso seja verificado que, quando em vida livre, podem causar danos à fauna silvestre e ao ecossistemas. O controle se dará através das Secretarias e Delegacias vinculados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ou Secretarias Estaduais e Municipais de Agricultura e as Gerências de Controle de Zoonoses, vinculadas ao Ministério da Saúde ou Secretarias Estaduais da Saúde.

Todos aqueles animais pertencentes às espécies silvestres ou exóticos, procedentes da natureza ou de cativeiro e que ainda não foram suficientemente melhorados zootecnicamente ou geneticamente e que vivem sob a dependência do homem para o fornecimento de alimento, água, segurança e abrigo. As populações silvestres que deram origem aos espécimes ainda permanecem em condições estáveis de sobrevivência na natureza.

Todos aqueles animais pertencentes às espécies cuja distribuição geográfica não inclui o território brasileiro e que foram nele introduzidas pelo homem, inclusive as espécies domésticas, em estado asselvajado. Também são considerados exóticas as espécies que tenham sido introduzidas fora das fronteiras brasileiras e suas águas juridicionais e que tenham entrado espontaneamente em território brasileiro.
Exemplos: leões, zebras, elefantes, ursos, ferrets, lebres-européia, javalis, crocodilos-do-nilo, najas, pitons, esquilos-da-mongólia, tartatugas-japonesa, tartarugas-mordedora, tartarugas-tigre-d'água, cacatuas, araras-da-patagônia, escorpiões-do-Nilo, entre outros.

Todos aqueles animais pertencentes a fauna silvestre ou exótica que, além de possuir algum tipo de veneno, possui estruturas perfurantes como espinhos, dentes ou ferrões capazes de inoculá-lo em animais ou no homem.
Exemplos: cobras, aranhas, escorpiões e lacraias

Todos aqueles animais pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou em águas jurisdicionais brasileiras. Ampliando a abrangência de proteção conferida à fauna silvestre, inclui-se também a proteção os seus ninhos, abrigos e criadouros naturais, considerados propriedade do Estado.
Para os fins operacionais, excetuam-se dessa definição os peixes, crustáceos e moluscos susceptíveis a pesca e que são regidos por normas específicas.
Exemplos: micos, morcegos, quatis, onças, tamanduás, ema, papagaios, araras, canários-da-terra, ticos-tico, galos-da-campina, teiús, jibóias, jacarés, jabutis, tartarugas-da-amazônia, abelhas sem ferrão, vespas, borboletas, aranhas, entre outros.

Todos aqueles animais pertencentes a fauna silvestre ou a fauna exótica que possui algum tipo de substância tóxica (veneno) para outros animais, inclusive para o homem.
Exemplos: sapos, lagartas-de-fogo, arraias.

O ato de, em condições controladas de cativeiro, favorecer a reprodução de espécimes pertencentes à fauna silvestre e exótica, originários da natureza ou de cativeiro.

Pessoa jurídica representada por instituição de ensino e/ou pesquisa, oficial ou oficializada pelo Poder Público, que maneja, cria, recria ou mantém em cativeiro espécimes da fauna silvestre com objetivo de subsidiar pesquisas científicas ou para fins didáticos.

Pessoa física ou jurídica que possui área e instalações capazes de possibilitar a criação e a recria de espécimes da fauna silvestre ou exótica em cativeiro para atender o mercado de espécimes da fauna silvestre ou exótica, seus produtos e objetos.

Pessoa física ou jurídica que participe de programas de conservação da fauna recebendo, mantendo e/ou guardando em cativeiro animais silvestres impossibilitados de reintegração à natureza, originários ou não de ações fiscalizatórias dos órgãos competentes e/ou de centros de triagem de animais silvestres e instituições afins.

Todos aqueles animais, silvestres, exóticos ou domésticos considerados pelo Poder Público como danosos ou nocivos à agricultura pecuária, saúde pública, ambiente ou às populações silvestres e que podem, quando em desequilíbrio populacional, causar algum tipo de transtorno ou prejuízo de ordem econômica, sanitária ou ambiental.

São todas aquelas espécies animais exóticas ou domésticas que, quando presentes em ambiente natural, podem se estabelecer como populações viáveis com capacidade de dispersão e que podem causar danos e/ou prejuízos à economia, ao ambiente, à saúde pública e/ou às espécies autóctones.

Ação planejada, programada, sistematizada, controlada e monitorada visando a criação de animais silvestres ou exóticos em cativeiro, conhecido como farming. O manejo também pode conciliar a reprodução dos espécimes na natureza e a sua recria em sistemas controlados, desde que envolva uma fase de terminação dos animais sob o regime de cativeiro, conhecido como ranching.

O ato de, em condições controladas, manter espécies silvestres ou exóticas em cativeiro, sem o propósito de reprodução.

O ato de, em condições controladas de cativeiro, favorecer o crescimento, a engorda e a terminação de espécimes da fauna silvestre e exótica, originários da natureza ou de cativeiro.




O acesso e o uso dos recursos faunísticos, a exemplo de outros recursos ambientais, devem ser feitos como base em planos de gestão integrada, que pressupõem o manejo racional dos recursos e do ambiente na busca da perenidade e estabilidade dos recursos e dos sistemas produtivos. Esses planos não podem prescindir de formas seguras de controle e monitoramento referentes ao manejo que está sendo praticado.

A gestão dos recursos faunísticos com base em programas , projetos e ações específicas devem resultar em benefícios para as espécies, o ambiente, o homem e o País.

 

Manutenção dos processos ecológicos e ambientais, garantindo a integridade dos ecossistemas e a conservação das espécies que compõem a nossa biodiversidade.
Melhor conhecimento das espécies e entendimento de suas inter-relações com o ambiente, por meio dos estudos taxonômicos, biogeográficos e ecológicos.
Manutenção da distribuição geográfica original das espécies.
Garantia da não extinção das espécies utilizadas.
Recuperação de áreas degradadas, tendo em vista a utilização da fauna como polinizadora e dispersora de sementes.
Valorização das propriedades rurais, com base na integridade física e no status de conservação dos recursos e ambientes naturais.

Acréscimo na oferta de alternativas para a subsistência das populações rurais, isoladas e tradicionais.
Aumento na oferta de empregos nas propriedades produtoras de fauna, nas indústrias de beneficiamento da fauna e produtos e no comércio, local ou regional.
Geração de novas tecnologias a serem utilizadas e replicadas em comunidades rurais organizadas, sobretudo como estímulo na produção de bens e serviços, como o produção de artesanato e de pratos da culinária local que utilizem os recursos manejados.

Proporcionar um acréscimo adicional de recursos na renda das pessoas, das famílias e das comunidades, urbanas ou rurais.
Criação de um mercado para os produtos da fauna brasileira originados do manejo que envolva o acesso de animais na natureza e a sua criação, recria e terminação em cativeiro;
atrair capital estrangeiro para investimento no mercado interno voltado ao uso racional da fauna para a produção de bens e serviços.
Acréscimo de divisas e de investimento no ramo do turismo voltado para a contemplação dos ambientes naturais, das belezas cênicas, da flora nativa, da fauna em vida livre e da fauna submetida ao manejo.

Disponibilização no mercado interno e externo de produtos obtidos através do manejo sustentável conforme preceitua o que ficou estabelecido como compromisso brasileiro na Agenda 21.
Melhoria nos mecanismos de controle e monitoramento de produtos comercializados de forma legal.
Definição de uma política nacional para o manejo de fauna silvestre inserida no contexto internacional de comércio de fauna e flora silvestres, tendo em vista ser o Brasil signatário da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécimes da Fauna e da Flora em Risco de Extinção, Cites, desde 1975.
Desenvolvimento de sentimento patriótico pelas riquezas naturais do Brasil.
Maior consciência e interação dos governos e da sociedade sobre as responsabilidades que envolvem o acesso e utilização da fauna silvestre de forma ética.



Devolver os animais apreendidos ou domesticados à natureza, apesar de ser freqüentemente considerado a opção mais popular por agências apreensoras é entretanto, uma ação cheia de riscos e problemas reais e geralmente traz poucos benefícios. Dentre estes riscos e problemas incluem: (não são limitados por isso):

A mortalidade de animais reintroduzidos é normalmente alta. Mamíferos confiscados e aves capturadas quando filhotes não aprenderam as habilidades necessárias a sua sobrevivência na selva. Outros animais podem estar enfraquecidos e, de outra forma, afetados pelo tempo de cativeiro e assim, menos capazes de sobreviver. Há pouca chance de sobrevivência se os animais são soltos num local que não seja apropriado para a ecologia ou comportamento da espécie. Finalmente deve ser avaliado se a reintrodução provocou algum dano nas populações nativas com a interferência da entrada de novos espécimes.

Animais reintroduzidos fora de sua área natural - se conseguirem sobreviver - poderão se tornar pragas em potencial. Os efeitos da invasão de espécies diferentes são uma grande causa de perda da biodiversidade sendo que tais espécies competem com as nativas e comprometem a integridade ecológica do habitat nos quais se estabeleceram.

Ssendo objetos de comércio ou compartilhando espaço com outros animais selvagens e, algumas vezes, com animais domesticados, esses animais confiscados podem ter sido expostos a doenças e parasitas. Se reintroduzidos, podem infectar outros animais selvagens, causando assim problemas sérios e potencialmente irreversíveis.

4. A origem é incerta
Em muitos casos, os animais confiscados podem ter percorrido grandes distâncias do local de origem e trocado de mãos muitas vezes, tal que sua proveniência é incerta. Desta forma, pode ser impossível ou muito difícil estabelecer o local apropriado para o retorno dos mesmos que leve em consideração as necessidades ecológicas das espécies, o material genético dos animais e outros atributos que são importantes para minimizar os riscos (por exemplo, competição, hibridização) para as populações selvagens num local de reintrodução.

Com a retirada da espécime do ecossistema, o nicho ecológico desocupado pelo animal pode já ter sido ocupado por outros espécimes e retorno do animal poderia resultar num futuro distúrbio do ecossistema.
Programas responsáveis pela reintrodução de animais à natureza (c.f. IUCN 1998) são processos de empenho em longo prazo que requerem recursos humanos e financeiros substanciais.

A maneira correta é através das SOLTURAS feitas por pessoas capacitadas para tal. As solturas estão geralmente associadas a translocações, introduções e reintroduções, que são definidas a seguir:

É a técnica útil no restabelecimento de uma população em seu habitat original, onde foi extinta. As reintroduções somente devem ser levadas adiante se as causas originais da extinção tiverem sido removidas ou puderem ser controladas e se o habitat apresentar todos os requerimentos específicos necessários.

Primeiramente faz-se um estudo da viabilidade levando em conta:

1- A área de reintrodução e aos animais a serem reintroduzidos (mudança do habitat desde a extinção local da espécie, existência de indivíduos selvagens a serem transferidos ou de indivíduos nascidos ou mantidos em cativeiro);
2. A atitudes da sociedade local- se são favoráveis ou não, implicando na elaboração de programas educacionais;
3. se os animais a serem reintroduzidos são da mesma subespécie previamente existente na área e, se possível, do mesmo estoque original;
4. se há os recursos financeiros e humanos necessários ao cumprimento de todas as fases inclusive a final, de acompanhamento;


Conhecer as necessidades biológicas do animal (idade ideal, proporção sexual ideal, estação do ano, técnicas de captura e transporte, livrar os animais de doenças e parasitas, proporcionar aclimatação, ajudar os animais na aprendizagem de vários comportamentos necessários à sua sobrevivência, etc) e principalmente a dinâmica ecológica da área de reintrodução;


Conduzir pesquisa para determinar a taxa de adaptação e a dispersão dos animais soltos, a necessidade de futuras solturas e a identificação das razões de sucesso ou falha do programa;
2. Monitorar o impacto da reintrodução da espécie no habitat.. revigoramento Populacional ou "Re-stocking".


É a soltura de uma determinada espécie, com a intenção de aumentar o número de indivíduos de uma população, em seu habitat e distribuição geográfica originais. Deve ser realizado somente após estudos sistemáticos da dinâmica populacional na área a ser trabalhada.

O revigoramento populacional é justificado quando:

1. Uma pequena população encontra-se em grande risco de retrocruzamento;
2. Uma população diminuiu a níveis críticos e o crescimento natural será perigosamente lento;
3. Há necessidade de trocas artificiais e taxas artificialmente mais altas de imigração entre pequenas populações isoladas geograficamente;

Antes de se proceder a um "re-stocking" deve-se:

1  Certificar de que a inviabilidade da população resulta de sua própria constituição genética e não do manejo inadequado da área ou dos espécimes, causando deterioração do habitat e/ou utilização não sustentável da população;
2  Ter muita atenção quanto à constituição genética do estoque a ser utilizado em um revigoramento populacional. A manipulação genética do estoque silvestre deve ser mantida a um mínimo, caso contrário a habilidade de sobrevivência da espécie ou população pode ser adversamente afetada;
3   Observar que, em espécies com vasta distribuição geográfica, e onde o revigoramento se dê nos limites climáticos e ecológicos de sua distribuição, cuidados devem ser tomados no intuito de se utilizar indivíduos provenientes de zonas climáticas e ecológicas similares, de modo a não comprometer o genótipo de resistência das populações das áreas limites da distribuição;
4   Conhecer a procedência, a idade, sexo e o estado de saúde dos animais utilizados. O perigo de introduzir doenças nas populações silvestres deve ser evitado, principalmente por aqueles animais que possam transmitir zoonoses;
5. Observar que, em casos de ser realmente necessário liberar na natureza, animais de cativeiro reabilitados, é mais seguro proceder a uma reintrodução, onde não haverá perigo de infectar populações silvestres da mesma espécie com novas doenças e onde não se criará problemas de aceitação social dos animais, por espécimes silvestres.


É a soltura de indivíduos de uma espécie em uma área em que a espécie não ocorria naturalmente. Pode ser relativa a espécies nativas (brasileiras) ou exóticas.

A reabilitação é um processo de treinamento para sobrevivência em ambiente natural a que devem ser submetidos animais nascidos em cativeiro ou que tenham sido capturados na natureza enquanto ainda filhotes e criados em cativeiro. Este processo deve envolver aspectos de reconhecimento e utilização de alimentação natural da espécie, comportamentos relacionados a reconhecimento e fuga ou defesa contra predadores naturais, a identificação e relacionamento com parceiros reprodutivos, cuidados com filhotes, etc. Para a grande maioria de espécies de mamíferos e aves, o processo de reabilitação deve ser parte integrante de qualquer projeto de introdução ou reintrodução em áreas naturais, envolvendo animais provindos do cativeiro. Durante o processo de reabilitação de espécies sociais, se poderia tentar a formação de grupos sociais (similares àqueles característicos para a espécie), para possibilitar reprodução após a soltura (Lindbergh e Santini, 1984). Sempre que possível, se deveria tentar a reintrodução ou translocação de unidades sociais intactas (como grupos familiares). Desta forma, as chances de sucesso tendem a ser aumentadas.


É a captura e transferência de animais silvestres, em estado selvagem, de uma parte de sua distribuição natural para outra, com um período curto de tempo de contenção.
As translocações são poderosas ferramentas para o manejo de populações em ambientes naturais e em ambientes que sofreram a intervenção humana, e bem utilizadas podem trazer benefícios para os sistemas naturais e para o homem. Mas se utilizadas de maneira não técnica, as consequências são desastrosas, causando enormes danos ao meio ambiente. (IUCN, 1987).



Para transportar gatos, cachorros, coelhos, hamsters, periquitos-australianos, canários-belga, agapornis, pavões, galinhas, perus, patos e etc., é necessário o GTA- Guia de Transporte Animal que é fornecido pela Fundação Zoobotânica ou pelo Posto do Ministério da Agricultura. Em Brasília os telefones úteis são:Fundação Zoobotânica: (61) 3487935/ 348 7936Posto do Ministério da Agricultura no Aeroporto de Brasília: (61) 394 1406


Para transportar micos, papagaios, araras, periquitos, tucanos, canários-da-terra, pássaros-preto, sabiás, curiós, bicudos, jabutis, tartarugas, iguanas, cobras e etc, é necessários o GTA fornecido pelo Ministério da Agricultura mais a Licença do IBAMA. Não esqueça o documento de origem do seu animal ou o termo de depósito do IBAMA. Veja neste Site a lista de telefones do IBAMA do seu estado.


Importação: é necessário o Atestado de Sanidade do animal, a Licença CITES do país de origem, a Autorização do Órgão. O criadouro que intencione comercializar no mercado externo, animais e produtos constantes no Anexo I da Convenção Internacional Sobre o Comércio de Fauna e Flora Ameaçados de Extinção - CITES, deverá regularizar-se junto ao Secretariado, atendendo as suas normas e exigências.

Exportação: é necessário a Licença CITES emitida pelo IBAMA Brasília e deve ser observado a legislação do país de destino

Reexportação: é necessário toda a documentação exigida anteriormente.


De animais vivos, partes, produtos e subprodutos originários de criadouros comerciais e jardim zoológicos devidamente legalizados junto ao IBAMA será permitido quando acompanhado da Nota Fiscal que oficializou o comércio, Licença de Transporte expedida pelo IBAMA e da Guia de Trânsito Animal- GTA do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, quando tratar-se de transporte interestadual de animais vivos.
Atenção: Não deixe de consultar a legislação referente e a lista de animais constantes nos anexos CITES.


É necessário a Relação de Passeriformes atualizada e os documentos pessoais do criador.


Nesse caso a licença é negada.


Lei nº 5197/67, na Lei de Crimes Ambientais – Lei nº 9605/98 e no Decreto que regulamentou essa Lei, o Decreto nº 3179/99.

Os instrumentos legais que regulamentam o registro e funcionamento dos criadouros de animais silvestres, nas mais varias modalidades, além do comércio de animais nascidos nos criadouros comerciais são os seguintes:

       Portaria nº 118/97.

Têm por objetivo, a produção das espécies para fins de comercio, seja do próprio animal ou de seus produtos e subprodutos. 

Portaria nº 117/97 –

 Normatiza a comercialização de animais vivos, abatidos, partes e produtos da fauna silvestre brasileira provenientes de criadouros com finalidade econômica e industrial e, em caráter excepcional, de jardins zoológicos registrados junto ao IBAMA.

Instrução Normativa nº 02 de 02 de março de 2001

Instrui sobre a obrigatoriedade de Identificação individual de espécimes da fauna silvestre


-  Portaria nº 139/93.

Estes criadouros têm por objetivo apoiar as ações do IBAMA e dos demais órgãos ambientais envolvidos na conservação das espécies, auxiliando a manutenção de animais silvestres em condições adequadas de cativeiro e dando subsídios no desenvolvimento de estudos sobre sua biologia e reprodução. Nesta categoria, os animais não podem ser vendidos ou doados, apenas intercambiados com outros criadouros e zoológicos para fins de reprodução. 

 – Portaria nº 102/98.

Regulamenta a criação de animais exóticos, ou seja, animais provenientes de outros países. Ex:Javalis

– Portaria nº 016/94. 

Regulamenta as atividades de pesquisas científicas com animais silvestres. Só podem obter esse registro, Órgãos ou Instituições devidamente reconhecidas pelo Poder Público, como Universidades e Centros de pesquisa, por exemplo.
 
Instrução Normativa nº 003/99  

Estabelece os critérios para o Licenciamento Ambiental de empreendimentos e atividades que envolvam manejo da fauna silvestre exótica e de fauna silvestre brasileira em cativeiro.

Portaria nº 93/98  

Normatiza a importação e a exportação de espécimes vivos, produtos e sub produtos da fauna silvestre brasileira e da fauna silvestre exótica.

Instrução Normativa nº 06/02  Normatiza as atividades dos criadores amadoristas de passeriformes da fauna silvestre brasileira.

Portaria nº 108/94   Normatiza os mantenedores de Fauna Silvestre e Exótica. Existem ainda, outras portarias que regulamentam a criação comercial de espécies específicas, como as tartarugas e os jacarés, algumas disponíveis no  site do IBAMA e todas disponíveis nas Unidades do IBAMA.

Fonte: Sede do Ibama - BH
           Site do Ibama
  
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"O Arroz de Palma"   
Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo.
Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um.
Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir.
Preferimos o desconforto do estômago vazio.
Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas.
Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade.
Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo.
Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.
Aquele o que surpreendeu e foi morar longe.
Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você?  É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. 
Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? 
Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo.
Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida.
Não há pressa. Eu espero. 
Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. 
Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. 
Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. 
E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. 
Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. 
Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. 
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. 
Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. 
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe “Família à Oswaldo Aranha”, “ Família à Rossini”, Família à “Belle Meunière”  ou “Família ao Molho Pardo” em que o sangue é fundamental para o  preparo da iguaria. 
Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. 
E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de “Família Diet”,
que você suporta só para manter a linha.  
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. 
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa.
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia- a -dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. 
Muita coisa se perde na lembrança, principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. 
O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. 
Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. 
Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. 
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.
"Se tivéssemos consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes"



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Nome do Navio: Capibaribe
Capitão: J.P. Larsen
Porto de orígem : Hamburg - Germany
Zarpou em 15.06.1858
Data na Lista: 05.06.1858
Destino do Navio: Rio de Janeiro e Santa Catarina
Pessoas na lista: 122



Localizado na lista de Emigrantes da Alemanha no site do LINK abaixo.



Wolff, August Friedrich, Beruf: Holzarbeiter, Alter  oder Geburtsdatum: 18 Jahre, aus: Heinersdorf, aus gewandert nach: Amerika im Jahre 1858  Quelle: Kreis Sonneberg Nr. 188, Bl. 013


Friedrich August Wolff  ( Avô de Vó Etelvina que era a mãe de Noca, meu pai.) Estabeleceu-se em uma gleba de terra situada no lugarejo chamado "Pasto do Governo", perto do Brejão, município de Teófilo otoni.
Dedicou-se ao pficio de marceneiro, ao plantiu de fumo e era fabricante de charutos e cagarros. Com os quais participou da primeira Exposição Agro-pecuaria e Industrial de Philadelphia, hoje Teófilo Otoni, em 1874. Onde foi premiado.

Ocupação: Madeira,

Idade ou data de nascimento: 18 anos,

Origem: Heinersdorf, 

Emigrou para a América em 1858 

Fonte: Circular n. º 188 Sonnenberg, p. 013


                                                   Lista dos passageiros

Sobrenome  Nome                        Orígem                       Profissão       Idade      Sexo

Werner

1                Carl                Reichenbach      Sachsen            Schmied              32         M
2                Wilhelmine                                                                                                          32            F
3                Carl Hermann                                                                                                     11           M
4                Wilhelmine                                                                                                            8            F
5                Carl August                                                                                                           6            M
6                Franz Hermann                                                                                                    3            M
7                Carl Heinrich                                                                              0          M  


Georgi

8               Gottlieb          Reichenbach        Sachsen             Schmied             25         M  
9               Frau, geb. Pfröschener                                                                                       36           F

Wolff

10                 Friedrich August    Reichenbach   Sachsen     Tuchmacher          37            M
11            Frau, geb. Stoess                                                                    31        F
12            Wilhelmine                                                                                                             17           F
13            Auguste                                                                                    14       F
14            Franz                                                                                        12       M
15            Maria                                                                                        9        F
16            Alvine                                                                                        3        F
17            August                                                                                       1       M
18            Conrad                                                                                       0       M


Lauerwald

19            Franz                   Reichenbach   Sachsen         Tuchmacher                  23         M
20                 Frau., geb. Vetterlein                                                                                                 21         F

Lorenz

21            Peter Friedrich    Reichenbach     Sachsen             Tuchmacher                  34         M 
22            Frau, geb. Schassekunds                                                                                        36         F
23            Henriette                                                                                                                       11        F
24            Pauline                                                                                           7       F
25            Hermann                                                                                        9       M
26            Wilhelmine                                                                                                                    4          F

Hartwig

27           Carl                   Halle            Preussen             Oekonom               34      M
28           Frau Dorothea                                                                                32      F
29           Henriette                                                                                         5       F
30           August                                                                                            3       M
31           Frit                                                                                                  2      M

Holder ( Hoelder ou Horder )

32          Gottfried                  Halle            Preussen             Oekonom               40      M
33          Frau Emilie                                                                                     32      F
34          Friederike                                                                                        9       F
35          Friederich                                                                                        7       M
36          August                                                                                             4       M

Gerlach

37          Julius                Halle            Preussen             Oekonom                 57      M 
38          Frau Friederike                                                                               47      F
39          Franziska                                                                                        23      F
40          Emilie                                                                                              20     F
41          Hermann                                                                                         17     M
42          Robert                                                                                            16     M
43          Carl                                                                                                14     M 
44          Julie                                                                                                12      F
45          Emma                                                                                               7      F

Thiele

46          Hermann         Halle            Preussen             Oekonom                 44      M

Schaller

47         Moritz             Halle            Preussen             Oekonom                 34      M

Hoppe

48         Th.                  Merseburg       Prussen                  Schaftmacher             32      M
49         Frau Geb. Semm                                                                            34      F

Straefer

50         Sam.              Halle             Preussen            Seidenwirker                                  M 
51             Henriete                                                                                                                           7        F
52             Gustav                                                                                                                              3        M


Berger


53         Carl               Halle             Preussen            Seidenwirker                       39       M 
54             Frau Johanna                                                                                                                41       F
55            Therese                                                                                                                             0       F


Kunze


56            Moritz                   Leipzig                Sachsen            Seidenwirker                        39       M
57            Frau, geb. Hachitz                                                                            37     F
58        Auguste                                                                                              4     F
59        Moritz                                                                                                 1    M

Loel

60        Wilhelm             Langerode          Sachsen             Oekenon                      25    M
61        Frau Wilhelmine                                                                                                              24       F


Junge


62          Samuel             Amt Freiheit     Preussen           Zimmermann                        42      M
63          Frau geg. Thiele                                                                                                               38      F
64          Gottlieb                                                                                                                               14      M
65          Auguste                                                                                                                              12      F
66          Louise                                                                                                                                   1      F
67          Pauline                                                                                                                                  0      F


Schulze


68         Wilhelm            Neu Hornow         Preussen               Arbeiter                         40    M
69      Frau, geb. Francke                                                                                                            37       F
70        Wilhelm                                                                                                                                14       M
71        Henriette                                                                                             11     F
72     August                                                                                                  7     M
73     Gustav                                                                                                  0     M


Schmidt

74     August           Neu Hornow        Preussen              Zimmermann                   44    M
75     Frau, geb. Hühner                                                                                                              44      F
76     Henriette                                                                                                                              18      F
77     Louise                                                                                                                                  14      F
78     Emilie                                                                                                                                   13      F

Trullsen   

79     A.                 Altona             Holstein                 Schuhmacher                  42     M
80       Frau geb. Juertz                                                                                   38    F
81       Emma                                                                                                                                   13      F
82       Heinrich                                                                                                                                   1     M




Hirschfeld  


83      David                 Leipzig             Sachsen               Gartne                                          58     M

Hoppe    

84    Alois            Posch               Preussen          Oekonom                                 M

Ganzer  

85    Chr                  Jerichow                Preussen               Schaftmacher                  46     M
86    Frau, geb. Buchholz                                                                                                          42       F
87      August                                                                                                                                    9       M




Klein


88      J.  Fr.              Quedlinburg       Preussen           Oekonom                                  22      M
89      Frau Marie                                                                                          23    F


Delke             


90    Friederich   Braunrode             Preussen                 Forster                                     29       M


Wein


91      Gottlieb           Horle                      Preussen                 Arbieter                                    21       M   

Schroder


92    Alois          Ulzigerode             Preussen                 Oekonom                       17    M

Bosse

93    Gustav       Quedlinburg         Preussen                  Ackermann                     24     M
94    Frau, geb. Bergmann (aus Hannover)                                                                           25       F


Knoblauch


95    B.              Jena                 Preussen                                                     24    M

Puck


96   J. C. F.     Neumünster         Holstein               Tuchmacher                             35       M


Umbahc             


97    Jul.            Wien               Österreich                   Oekenom                                  44      M
98    Julius                                                                                                   14    M


Meyer


99     Magdalena Wien             Österreich                                                                        28     F


Lakes


100   --             Counnow            Pommern                  Preussischer Leutnant                M
101    Frau, geb. Kewitz (Kemitz?)                                                                                                       F


Krohberger


102      Heinrich      Bayreuth        Bayern                Oekonom                                  M
103    Christina                                                                                                    F

Gleseke


104    C. H.       Stralsund           Proussen                   Seidenwirker                   37     M
105     Frau, geb. Brock                                                                                                            23       F
106       Wilhelm                                                                                                                                       M


Kuhlwein


107     Wilhelm   Erfurt                  Preussen                 Architekt                           37     M
108     Frau, geb. Kriat                                                                                                              34       F
109       Anna                                                                                                                                 10       F
110       Loise                                                                                                                                  9       F
111       Emma                                                                                                                                7       F


Kutsher


112     Fr. H.      Ermsleben      Preussen                  Ackerbauer                       18     M
113     Ch. Moritz                                              Kaufmann                         22     M

Kirchhoff


114      E.           Helmstedt       Hannover                  Kaufmann                          22     M

Graef


115      Carl      Jena              Sachsen                    Dr. med.                                                   M


Witt




116     Wilhelm                                                                                                 M


Liesenfelder


117     J.            Scheppenhausen                             Arbeiter                             37     M
118    Frau Elsbeth                                                                                                                   34       F


Georgi   


119    Carl        Hannover                                  Muller                                 36    M


Stephani   


120       Carl          Carlow            Proussen                   Oekonom                                         22     M
121       Frau Agnes, geb. Müller                                                                   26    F


Hofmann       


122       C.              Wien               Österreich            Bäcker                                              23      M

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